terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

A santidade cristã

E nós sabemos que Deus coopera em tudo para o bem daqueles que o amam(...) Porque os que de antemão ele conheceu,esses também predestinou a serem conformes à imagem do seu filho,afim de ser ele o primogênito entre muitos irmãos.E os que predestinou,também os chamou,e os que chamou,também os justificou, e os que os justificou,também os glorificou”.(Romanos 5,28-30).
Jesus é o enviado do pai.Desde o início do seu ministério “chamou a si os que quis,e dentre eles instituiu doze para estarem com ele e para envia-los a pregar”(Marcos 3,13-14).Por isso serão os seus “enviados”,é o que significa a palavra Grega “Apostolo”.Neles continua a sua própria missão:”Como o pai me enviou,eu também vos envio”(João 20,21).O seu ministério é portanto, a continuação da sua própria missão:”Quem vos recebe,a mim recebe”,diz ele aos doze(Mateus 10,40).Jesus associa-os à missão que recebeu do pai: como “o filho não pode fazer nada por si mesmo”(João 5,19-30),mas recebe tudo do pai que o enviou,assim os que Jesus envia nada pode fazer sem ele,de quem recebeu o mandato de missão e o poder de exerce-lo.Oa apóstolos de Cristo sabem portanto,que são qualificados por Deus como “Ministros de uma Aliança Nova”(2 Corintios 3,6)”,Ministros de Deus (2 Corintios 6,4),Embaixadores de Cristo(2 Corintios 5,20),Servidores e Administradores dos Mistérios de Deus.(2 Corintios 4,1).

Ao canonizar certos fiéis,isto é ao proclamar solenemente que esses fiéis praticaram heroicamente as virtudes e viveram na fidelidade à graça de Deus,a Igreja reconhece o poder do Espírito de santidade que está em si e sustenta a esperança dos fiéis dando-lhes como modelos e intercessores.Os santos e as santas sempre foram fonte e origem de renovação nas circunstancias mais difíceis da história da Igreja.(CIC 828)
A intercessão dos Santos
“Pelo fato de os habitantes do Céu estarem unidos mais intimamente com Cristo,consolidam com mais firmeza na santidade toda a Igreja.Eles não deixam de interceder por nós junto ao Pai,apresentando os méritos que alcançaram na terra pelo único mediador de Deus e dos homens,Cristo Jesus.Por conseguinte,pela fraterna solicitude deles,a nossa fraqueza recebe o mais valioso auxilio.”(CIC,956).
A comunhão com os santos
“Veneramos a memória dos habitantes do céu não somente a titulo de exemplo;fazemo-lo ainda mais para corroborar a união de toda a Igreja no Espírito,pelo exercício da caridade fraterna.Pois assim como a comunhão entre os cristãos da terra nos aproxima de Cristo,da mesma forma o consórcio com os santos nos une a Cristo,do qual como de sua fonte e cabeça promana toda a graça e a vida do próprio Povo de Deus.
Quando ,no ciclo anual,a Igreja faz memória dos mártires e dos outros santos,”proclama o mistério pascal” naqueles e naquelas “que sofreram com Cristo e estão glorificados com ele,e propõe se exemplo aos fiéis para que atraia todos ao Pai por Cristo,e,por seus méritos impetra benefícios de Deus”.(CIC,1173).
Uma Nuvem de Testemunhas
As testemunhas que nos precederam no Reino(Hebreus,12,1),especialmente as que a Igreja reconhece como “santos”,participam da tradição viva da oração,pelo exemplo modelar de sua vida,pela transmissão de seus escritos e pela sua oração hoje.Contemplam a Deus,louvam-no e não deixam de velar por aqueles que deixaram na terra.Entrando na “alegria” do Mestre,eles foram “postos à frente de muito”(Mateus,25,21).A sua intercessão é o mais alto serviço que prestam ao plano de Deus.Podemos e devemos pedir-lhes que intercedam por nós e pelo mundo inteiro.(CIC 2683)

Nenhum comentário:

Postar um comentário